quinta-feira, novembro 09, 2006

Lostícias 11

O episódio que fecha essa primeira parte da terceira temporada (a ser retomada só em fevereiro) se chama "I Do" (é o "aceito" do casamento). É centrado em Kate, e mais uma vez os flashbacks refletem um bocado do que acontece no "lostiverso".

Como é tudo cheio de spoiler, vamos mais uma vez facilitar dificultar a sua vida e criar a Grande Mancha Preta (R) entre duas imagens centralizadas. Após o sinal, você sabe o que fazer...

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- Pra começar, a anuência do título fala do casamento de Kate e, ao mesmo tempo, da consumação da relação com Sawyer na prisão dos Outros.

- Kate vestida de "frágil mocinha" e com música dos anos 60 tocando? Bom, deve ser essa a idéia que ela tem de "nova vida". A música é Slowly, cantada por Ann Margret, que é mais conhecida como atriz, mas também gravou um bocado de coisa. A letra diz "Come on and squeeze me again, but this time slowly / 'Cause I like your grasp but it mustn't fast" ("Vem e me aperta de novo, mas agora mais devagar, porque eu gosto da sua pegada, mas não pode ser tão rápida"). É basicamente o que Kate gostaria de dizer a Sawyer, como vemos no decorrer do episódio. Acaba não dizendo, mas faz. É curioso que todas as músicas significativas de Lost até agora (fora da trilha original) foram cantadas por mulheres e são antigas, já notou?

- De números, parece que só temos um "752" na porta ao lado do quarto de hotel de Kate. Se há nisso algum significado, ainda não saquei. Só dá pra dizer que é divisível por 4, 8 e 16.

- Kate se casa de verdade, por amor e ainda por cima com um policial. Arrumou o nome falso de Monica, e seu marido se chama Kevin. Mas ela disse uma vez que o camarada que deu a ela o aviãozinho foi "o único homem que ela amou de verdade". O cara morreu. Logo, esse casamento dela "por amor" é bem suspeito. Durante o casamento, o padre cita uma frase do noivo, a respeito de MoniKate: "What you see is what you get". Não poderia estar mais longe da verdade...

- Falando em verdade, talvez seja um dos episódios de Lost com menos simbolismos e abertura a interpretações. Como tinha de ter um desfecho previamente calculado como "extra-ganchudo", acredito que resolveram contar a história de modo mais literal para chegar nos finalmentes altos e claros. "What you see is what you get", pode ser até uma forma de encarar o episódio - se não tiver algum significado posterior, como começarmos a destruir teorias e encarar mais de frente algumas ocorrências da(s) ilha(s).

- Alex protagoniza mais uma ceninha de rebelião. Ela diz a Kate que mataram seu namorado (aquele garoto que ajudou Sawyer a fugir) e que agora vão matar Sawyer também. Diz ainda que não é pra acreditar em nada do que os Outros dizem. Continuo tendo minhas dúvidas a respeito dessas cenas. Se o lance dos Outros é jogo mental, isso facilmente poderia fazer parte. Afinal, a cada momento, alguém diz que é pra esse não confiar naquele, e aquele no próximo, e por aí.

- O contraponto entre Kate pondo o capuz e o corte para ela vestida com o véu de noiva foi bem interessante. E Kate vestida de noiva, rapaz...

- O reencontro de Kate e Jack lembra dois animaizinhos em cativeiro se conhecendo, não? Se olhando com certa curiosidade, um "sacando" o outro com uma divisória no meio. Me pergunto o que poderia ter acontecido se não houvesse a divisória. E... cobaias não é o que eles são ali? Com a diferença de que já se conheciam. De volta à sua jaula original, "a fêmea cruza com o outro macho". A bem da verdade e seguindo o raciocínio acima, Kate foi praticamente empurrada para Sawyer a partir daquela impressão de Ben lá no primeiro capítulo.

- No que Kate e Sawyer vêm "trabalhando" esse tempo todo? Ela só diz que não sabe, "mas é algo grande". Não me lembro de alguém ter mencionado exatamente o que eles fazem (pode ser só uma forma de os Outros passarem o tempo dos prisioneiros), mas acho mesmo que isso não foi esclarecido.

- Por que Kate ligaria para o agente do FBI que a está procurando? O que ela queria com isso? Acredito que todo mundo notou que o agente Edward Mars é o mesmo que a levava no avião e, literalmente, morreu na praia.

- Bom, o envolvimento agora foi mais sincero. Das duas partes. Se a escolha de Kate por Sawyer é definitiva, ninguém sabe (nada em Lost é), mas que eles fizeram sexo por pura vontade dos dois, isso foi. Teria sido só carência dela, e ela na verdade gosta é de Jack? O machão Sawyer ainda admitiu espontaneamente que a ama também, meio que retribuindo do capítulo quatro, em que ela "confessa" enquanto ele está sendo espancado. Dominic Monaghan não deve ter ficado nada feliz com esse episódio, hehe. Primeiro, ela está nua na cama com Nathan Fillion; depois, nua na jaula com Sawyer.

- Fillion, aliás, tem toda a cara de que vai aparecer de novo algum dia, assim como Penny Widmore, a noiva de Sayid, a filha de Sawyer, o irmão de Charlie e outros casos pendentes.

- O intercomunicador misterioso na cela de Jack dá sinais de vida mais uma vez. Ele tenta alguma comunicação e uma voz feminina misteriosa (suspeita-se de que seja Alex) sugere que ele tente abrir a porta. Quase de imediato, Jack tem acesso à cabine de comando de Ben, mas não há ninguém à vista. E o que o cara descobre num armário é um arsenal pronto pra ser usado. Num dos monitores, Jack fica sabendo sobre Kate e Sawyer em primeira mão - e sua expressão é de incredulidade, não tenha dúvida. Mas Ben aparece e Jack o informa assim mesmo que vai operá-lo. Seria de se supôr que ele iria querer punir Sawyer e não fazer operação nenhuma, mas isso não acontece. E ele consegue de Ben o "acordo de Michael": fará a cirurgia e Ben então o põe pra fora da ilha.

- Kate faz um teste de gravidez e chora por não estar grávida. Por que seria? Não dá pra ver se era da mesma marca Widmore, do teste que Sun faz na ilha, mas a caixa também tem uma borda roxa.

- As duas passagens da Oceanic eram para a Costa Rica. Qual a relação com Sydney ou Los Angeles nessa? Talvez seja uma dica de que a interseção de Kate nesse episódio não era com nenhum outro sobrevivente, mas um primeiro contato com a companhia aérea. Pode ser uma pista para que a consideremos uma "personagem" importante, também.

- No cajado de Eko, Locke vê escrito "Lift up your eyes and look North". É uma passagem bíblica no livro de Gênesis (13:14), que diz "Levante seus olhos e olhe para o norte" - ao norte de quê, acho que ninguém sabe ainda. Logo abaixo, há a inscrição "John 3:05". Seria outra referência sem qualquer relação com a primeira, mas ambas estão escritas quase junto. Sendo assim, John poderia ser John Locke, mas o "3:05" ainda vai ficar pra próxima (a não ser o fato de que a soma é 8...). Locke é um cara supersticioso (e, na ilha, parece que isso faz o maior sentido do mundo) e provavelmente vai interpretar isso como algum sinal - que vai se mostrar correto, pode apostar.

- Antes da cirurgia, Ben quer saber se Alex perguntou por ele. Que diabos? Será que Ben é pai da filha de Rousseau?? Faz tempo de que eu suspeito de que Rousseau está completamente maluca, aliás, e acredita mesmo em tudo o que diz, ainda que quase nada daquilo seja verdade. Mas isso é teoria para outra hora.

- Foi citado um Jacob, quando Tom (o "capataz" dos Outros) fala numa "Jacob's list" (possivelmente, a lista de nomes a serem capturados). Jacob pode bem ser o Homem do Tapa-Olho. O personagem bíblico Jacó era um homem conhecido por sua dedicação ao estudo e seus modos reclusos. Foi também o único a quem Deus teria atribuído um sentimento de verdadeiro amor por outra pessoa. Jacó sofreu com o ódio de seu irmão, Esaú (especula-se que Alvar Hanso tenha um "bad twin"), e com a perda de sua esposa preferida (coisas da Bíblia), que se chamava Raquel. O resumo de sua vida é geralmente centrado nas muitas dificuldades por que passou e que o levaram mais próximo à divindade. Tudo isso pode ser indicativo de um monte de teoria furada, então deixa quieto por enquanto. A única curiosidade besta interessante é que a tradução literal do nome "Jacó", vinda do hebraico, é "calcanhar". Será que o Homem do Tapa-Olho vive dentro do pezão da estátua?? :)

- O olhar de Ben quando Jack deixa claro a Kate que não vai haver operação é de satisfação, como quem pensa "Fascinante!". Se ele estivesse mesmo doente, ficaria fulo da vida ou desesperado; mas se está só conduzindo uma experiência de joguinho mental, é exatamente essa a cara que ele faria... Quando ele era Henry, já se sujeitou a situações piores do que uma cirurgia controlada e ainda conseguiu se sair por cima. Parece que o cara está disposto a qualquer negócio em nome de seu grande experimento. Dá pra duvidar de que ele tenha mesmo o tumor - e Jack, afinal, nem mesmo alcançou o tumor. Foi direto para a sua tentativa de fuga.

- Durante a cirurgia, que ia bem, Jack faz tudo "errado". Não cumpre sua parte do acordo com Ben nem faz o que Juliet sugeriu nos cartazes. Em vez disso, o cara pega pesado, danifica um rim de Ben e, a partir daí, tem nas suas mãos a sua vida, a de Ben, a de Sawyer e a de Kate (pelo rádio de Tom). O grande gancho para a próxima etapa é que Kate não pode fugir porque eles estão em outra ilha e Jack não sabe; Sawyer ainda está para ser executado (juro que, mesmo sabendo que não, achei que ele ia pro saco); e Ben... Ninguém sabe o que vai ser dele e do médico.

- Pra ser sincero, a deixa final do episódio anterior (Locke ouvindo de Eko que será o próximo a morrer) foi muito mais porrada. Mas o gancho de agora realmente deixa um montão de possibilidades...


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***

This picture is hosted by ImageShackHá poucos dias, no podcast oficial de Lost, que é apresentado pelos dois cabeças da série (mais oficial que isso, impossível), tivemos algumas revelações interessantes. É claro que ninguém ali vai vazar nada bombástico sobre o futuro, as teorias ou coisa assim, mas foram comentários importantes a respeito do que já passou e que foi deixado no ar e daquilo que podemos esperar de forma geral. Recentemente, também tem havido mais disponibilidade de informações em entrevistas e, enquanto nada é tão decisivo assim, muitas curiosidades já podem ser apontadas.

Cabe aqui, portanto, um alerta de spoiler a quem não está acompanhando a série pela internet.

De novo: habemus spoiler! Ok?

Então vamos, item por item, aproveitando partes de entrevistas e outras declarações, lembrando que o que está abaixo é oficial, com conclusões não-oficiais em seguida:

- A ex-namorada de Sawyer "muito provavelmente" não estava mentindo (palavras deles). A bebê Clementine existe mesmo, é filha de Sawyer e tem boas chances até de reaparecer em novos flashbacks. Comentário losticioso: como um dos episódios mais recentes foi focado no larápio e ele ainda deve ter flashbacks, é de se supôr que não vá morrer tão cedo.

- Kate ama Sawyer de verdade. Comentário losticioso: isso pode causar algumas complicações futuras, até porque ninguém sabe se a recíproca é verdadeira... O episódio acima meio que comprova, mas Sawyer é um grande sacana.

This picture is hosted by ImageShack- Há grandes chances de que um dos personagens que já conhecemos seja gay. Comentário losticioso: sei lá qual o impacto disso na história, mas, se soltaram como revelação, deve ter algum. Ana-Lucia era a aposta praticamente geral (como em qualquer papel de Michelle Rodriguez, aliás), mas disseram que a revelação vale pro futuro. E, sobre a policial, deixaram claro em outras entrevistas que sua personagem era definitivamente heterossexual. Vejamos, então... Nada prova nada por aqui, mas Jack era casado, pulou a cerca com outra e e está, sim, atraído por Juliet; Sawyer pira com a Kate trocando de roupa; Hurley gostou de verdade de Libby; Sayid quer rever sua noiva mais que tudo e atacou a Shannon sem piedade; Jin é casado com Sun (mas vai saber...); Charlie parece mesmo que é doido com Claire; Desmond sonha com Penny. Dentre os principais, sobram Locke (tinha sua namorada, mas era um velho solteirão amável que mantinha aquelas fantasias malucas por telefone), Ben (o jeitão empertigado dele revelaria muito, mas há o caso da tensão com Juliet) e Paulo, que ainda não se revelou namorado de Nikki (e é brasileiro, ou seja, "exótico" aos olhos gringos). E Michael ainda pode reaparecer. Se até o Jack de Will & Grace tinha um filho...

- O amante de Sun, Jae Lee, pulou da janela. Ele não foi morto por outra pessoa. Comentário losticioso: sua morte aconteceu por conta daquelas coisas de honra que os orientais (perdão pela generalização) costumam carregar.

- O "Turbine Man" - aquele cara que foi sugado pela turbina nos primeiros momentos da série - era realmente o autor Gary Troup, o cara que escreveu Bad Twin como uma alegoria da Hanso e com propósitos acusatórios. Comentário losticioso: é bom lembrar que Troup era também uma das maiores autoridades mundiais em Enzo Valenzetti e na Equação Valenzetti, e sobre eles chegou a escrever um outro livro que foi "confiscado" pela Hanso.

- (Comentário losticioso: Não lembro quando aconteceu isso, mas) os produtores revelaram que o obscuro personagem Scott, que deve ter aparecido de verdade umas duas vezes, está morto. Só que ele era tão obscuro que os atores que interpretam Scott e Steve já até discutiram a respeito de qual era o papel de cada um. Nem eles mesmos sabiam direito qual era qual e quem morreu!

- Há grandes chances de Danny Pickett (o "Outro" do nariz remendado) ficar obcecado por uma vingança contra Sun, que matou sua companheira Colleen. Comentário losticioso: até agora, os Outros estranhamente nunca reagiram com violência aos eventuais ataques dos sobreviventes, apesar de poderem fazê-lo. Existe aquele clima de "tudo pelo bem da nossa experiência" (qualquer que seja ela e presumindo que haja uma experiência em andamento), como cientistas abnegados fariam.

This picture is hosted by ImageShack- Futuros flashbacks incluem Juliet (Not in Portland, com Ethan), Hurley (Tricia Tanaka is Dead, incluindo Dave), os Outros (como um todo, e situados em sua vila!), Locke (no qual será revelado por que ele foi para a cadeira de rodas), Paulo e Nikki (provavelmente com parte em separado e parte em conjunto, já na ilha, fazendo sabe-se lá o quê), Jack (com a origem das tatuagens; por que essas tatuagens parecem tão importantes pra tanta gente??) e Desmond (aprofundando na questão dos dejà-vus), entre outros.

- O cara de tapa-olho não é o falecido Radzinsky, que está mesmo confirmado como morto. Mas é provável que o olho de vidro encontrado pelos "tailies" na estação do outro lado da ilha seja dele. Ele não apenas vai reaparecer em breve como terá um papel importante nos capítulos que virão. Comentário losticioso: Radzinsky era o cara que ficava na estação Swan com Inman até algum tempo antes de Desmond chegar à ilha de barco. "Sabe aquela mancha no teto? Aquilo era Radzinsky."

- Será revelado o que aconteceu com a aeromoça Cindy. Tanto ela quanto Libby vão mesmo reaparecer em flashbacks de outros personagens.

- Há mais "tailies", ou seja, sobreviventes da parte de trás do avião. Comentário losticioso: não se sabe ainda se esses mencionados são os raptados do grupo de Eko, Ana-Lucia e afins ou se é um novo grupo de personagens desconhecidos pra nós. Apostaria na primeira hipótese.

- E, por último, a história de Michael e Walt não está oficialmente encerrada, mas ainda não será abordada nesta temporada. O que aconteceu a Locke, Eko e Desmond logo depois da implosão da escotilha (que pode não ter sido uma implosão!) será revelado. Também saberemos o destino das crianças raptadas. O fato de a ilha ter sido "revelada" ao mundo exterior terá sérias conseqüências nos próximos capítulos. Pelo menos duas reviravoltas gigantescas se darão nos capítulos de fevereiro. Uma está relacionada à história e outra a um personagem. O fato de a segunda ilha estar a apenas uma hora do local do acidente (como indicado a Goodwin) será explicado, e tudo indica que o acampamento maltrapilho e a vila civilizada ficam bem distantes um do outro. E o mais esquisito de tudo: Eko pode reaparecer, e não necessariamente em um flashback! Comentário losticioso: é bom relembrar que essas são palavras dos criadores da série, ou seja, informações oficialíssimas. O lance da implosão que pode não ter sido implosão foi mais ou menos abordado nos nossos comentários do episódio três. Muita coisa estranha ficou pendente ali. O fato de Michael ter encontrado o acampamento maltrapilho e os prisioneiros agora estarem na ilha vizinha já prova que são dois lugares diferentes. Resta saber onde fica a vila civilizada, um terceiro local. A grande bomba relacionada à história, creio eu, teria a ver com a ilha ter sido revelada; quanto ao personagem, eu diria que das duas, uma: ou alguém vai se revelar como não sendo quem acreditamos que é (Desmond é um provável candidato), ou teremos uma espécie de "traição involuntária", em que alguém sabia de alguma coisa, mas não sabia que sabia e vai se lembrar. Não me pergunte por que eu digo isso... Intuição, talvez...

***

This picture is hosted by ImageShackExatamente ao contrário do noticiado como verdade por um grande site de séries nacional, os novos personagens Paulo e Nikki foram e estão sendo muito mal-recebidos pelos espectadores em geral. Não "venceram" pesquisa alguma e vêm sendo criticados, sem razão, em tudo quanto é fórum decente lá de fora - os daqui nem vale a pena seguir, claro. Aparece cada um com a "brilhante teoria" de que "a soma dos números dá 108" pra cá, outros gênios concluem "Uau! Aquela língua que falaram na neve é português!" pra lá...

This picture is hosted by ImageShackNosso posicionamento é o seguinte: os dois nem apareceram direito! Deixa eles serem alguém primeiro e depois veja se gosta ou não, pô! A gente só pode opinar (e informar) sobre o que conhece...

Se estão criando essa óbvia aura de engraçadinho-chato pro Santoro agora no começo, tudo pode muito bem ser um "joguinho" pra que não gostem dele agora e ele consiga redenção como um herói ali adiante. Ou seja, daquele mato ainda sai coelho. Quantas vezes isso já não aconteceu em Lost, caramba?? E a Nikki já deu sinais (a ninguém menos que Locke) de que pode ser pelo menos uma cabeça útil...

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Lembra do piloto de Nobody's Watching, que foi recusado por ser "muito complicado", virou mega-hit (iargh! Eu disse isso?) na internet e que vai virar série de verdade em futuro próximo?

Falaremos mais a respeito dele em breve (incluindo a próxima coluna Serial Frila), mas, por enquanto, vamos a um vídeo hilário que os dois protagonistas, auto-proclamados grandes entendedores de TV como eu e você, fizeram para homenagear o culto a Lost, com direito a cosplay e a um bordão de Arrested Development, pros iniciados:



Sim, o cara se veste de Shannon e... é uma participação especial da própria, numa excelente imitação de homem! Freakin' awesome, dude!

quarta-feira, novembro 08, 2006

Famoso Quem??
::Jane Lynch

Logo dos desconhecidos is hosted by ImageShack

This picture is hosted by ImageShackA multitarefa Jane Lynch (perfil IMDB) tem uma das carreiras mais extensas que eu já vi em termos de participação especial em séries de TV. É impressionante como essa mulher, com o currículo que tem, consegue se manter uma não-celebridade, e ainda por cima por opção. Certamente, você que acompanha séries de TV já a viu como a corretora que vendeu a casa nova de Chandler e Monica em Friends; ou a ocasional terapeuta de Charlie em Two And a Half Men; ou a raramente presente mãe de Pacey em Dawson's Creek; ou a advogada braba (cujo nome dizia "wishin' ya") em The L Word; ou a grande fornecedora misteriosa "Candyman" de Weeds; ou a enfermeira que atende Richard no hospital lá na primeira temporada de Gilmore Girls; ou a professora universitária que ajudou a heroína de Felicity; ou a agente do FBI apaixonada por George Sr. em Arrested Development; ou a dona-de-casa hardcore que mantinha a escrava chinesa (antes de Gaby) em Desperate Housewives...

Não dá pra continuar lembrando todas as suas sempre ótimas participações em séries uma por uma. Basta dizer que Veronica Mars, CSI, Las Vegas, Monk, NYPD Blue, According to Jim, The X Files, NewsRadio, 7th Heaven, The King of Queens, Family Law, Boston Public, The West Wing, Popular, Dharma & Greg, Frasier, Caroline in the City, 3rd Rock from the Sun, Cybill, Party of Five e até Married with Children já receberam a atriz em algum momento, entre muitas outras!

Lynch deve ser uma figura fascinante. Além de alta pra caramba (1,83m sem salto!), ela canta, toca violão, escreve roteiros e peças, é comediante de palco e ativista pelos direitos gays. Desenvolta, já interpretou muito bem da mocinha indefesa à lésbica "butch" (aquele tipo que você mal diz que é mulher).This picture is hosted by ImageShack A propósito, a atriz já fez um belo monte de personagens homossexuais no teatro, no cinema e na TV, mas parece que há um certo tabu em afirmar categoricamente que ela seja lésbica - muito embora isso não faça diferença alguma. O jeitão de "responsável" e de quem está sempre no comando é o que geralmente a leva a interpretar executivas e profissionais sérias, da advogada mais empedernida à traficante mais cara-de-pau. Mas sempre com a aura de "let's talk business", em personagens de extremo profissionalismo.

Também no cinema Jane Lynch andou aparecendo bastante. Com o grupo de loucos que criou o Spinal Tap, ela já esteve nos filmes Best in Show e A Mighty Wind, ambos hilariantes. The 40 Year Old Virgin, Collateral Damage e The Fugitive também contaram com sua participação. Em The Aviator, a atriz interpretaria ninguém menos que a intrépida aviadora Amelia Earhart, famosa por seu pioneirismo, mas o papel foi cortado na edição final.

A carreira de Lynch está a pleno vapor. Os brasileiros poderão vê-la em breve, por exemplo, como a mãe de Will Ferrell em Talladega Nights ou na terceira temporada de Boston Legal. Ou ainda como uma das investigadoras na transição de temporadas de Criminal Minds e, se algum dia estrear por aqui, na nova série de Ted Danson (que parece ser bem bacana), chamada Help Me Help You.

terça-feira, novembro 07, 2006

Serial Frila:
F5 na TV (parte 2)

The Serial logo is hosted by ImageShackA quantidade de estréias nas TVs americana e brasileira é tanta que a segunda coluna já está no ar e uma terceira vem aí! Mais uma vez, ficam de fora os "retornos" de quem você já conhece, mas com uma palhinha no final, como na coluna anterior.

Agora, as séries retratadas são Studio 60 on The Sunset Strip, Brothers and Sisters, Vanished, Smith, Men in Trees, Kidnapped, How I Met Your Mother, The Knights of Prosperity, What About Brian, Six Degrees, Help Me Help You e Windfall. Faltam por volta de umas dez mais!

Leia aqui: F5 na TV (parte 2).

Mulher gata

This picture is hosted by ImageShackEm um dia de agosto de 2006, o popstörico blogueiro em questão escreveu:

"Eu, por minha conta, continuo firmando um pensamento positivo de que podem escolher Jessica Biel pra ser a Mulher-Gato numa outra seqüência (ou a Hera Venenosa, serve também). Alta, atlética, forte pra diabo, corpaço (convenhamos, é necessário à personagem), um pouco mais nova que Christian Bale (23 a 31) e, claro, alguns degraus acima de maravilhosa. Não é lá uma grande atriz, mas sabe, sim, atuar decentemente e não comprometeria o filme como alguma iniciante hypada.".

Eis que a mesma divindade mencionada naquele post aparece vestida de Mulher-Gato (atenção às botas) há uns dois ou três dias, nos bastidores do filme I Now Pronounce You Chuck and Larry (aquele em que os bombeiros Adam Sandler e Kevin James fingem ser um casal gay).

É pena que ela usou um roupão pra esconder a maravilha completa que ela é, mas a má notícia pode ir além disso, eu acho. Depois que ela aparecer assim nesse filme, as chances de vir a ser escolhida mesmo para viver uma Mulher-Gato fantástica num futuro filme do Batman diminuem consideravelmente, creio eu. Ninguém vai querer associar uma coisa à outra...


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segunda-feira, novembro 06, 2006

Dixie Chicks à brasileira

This picture is hosted by ImageShackAssim como as três mártires da luta contra Bush, somos obrigados a dizer que temos vergonha de ser belorizontinos como o Senador Eduardo, o Azedo. Mais uma vez, é o blog de Sandra Carvalho, na revista Info, que aparece como a voz inteligente de um grande veículo, falando aquilo que tem mesmo de ser dito. (A jornalista ainda faz coro com aquilo que escrevemos na última Lostícias).

E então, você está preparado para voltar a pagar R$ 35,00 num CD simples que você nem conhece, dos quais o autor vai receber, talvez, apenas uma moedinha de 1 real? Quer mesmo esperar mais um ano e meio até que a Warner volte a passar The L Word (cuja terceira temporada já até acabou lá fora) ou sabe-se lá quanto tempo até que o AXN resolva transmitir Lost? Quer que suas atividades online, quaisquer que sejam elas, possam ser devassadas por alguém tão sem vergonha na cara, que deveria se manter escondido e envergonhado por comprovadamente receber mensalão, mas ainda tem coragem de se mostrar e de criar um projeto para defender interesses privados de forma descarada?

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Web só com firma registrada!
Sandra Carvalho

A internet, muita gente diz, é um faroeste selvagem. Um território sem lei. Um lugar perigoso, com bandidos digitais eternamente à espreita. Para acabar com as ameaças, que tal controlar cada bit e cada pixel da rede?

Poderíamos exigir, para qualquer pessoa que entrasse na internet, em casa, num cibercafé, no trabalho ou nos telecentros, um registro completo. Completo mesmo, não à maneira da web: com documentos originais apresentados em pessoa e cópias autenticadas, com firmas reconhecidas em cartório a todos os provedores de acesso usados.

This picture is hosted by ImageShackPara facilitar o controle, poderíamos banir as crianças e os adolescentes da rede - nessa fase da vida, quem tem responsabilidade para navegar pela web e arcar com todas as consequências do que faz? A fiscalização ficaria muito mais fácil sem elas, com muito menos mensagem instantânea, P2P, e-mail e que tais.

Ainda com o objetivo de colocar a web na linha, poderíamos pensar num horário de funcionamento mais racional para ela: das 9 às 6, de segunda a sexta-feira, seguindo o horário comercial da maioria das pessoas. Quem precisa de internet fora disso?

Como é que ninguém pensou nessas coisas antes? Ôpa! Agora lembrei. Já pensaram, sim, pelo menos em parte. Está na Folha de S. Paulo de hoje: estão querendo mandar para a cadeia, por pelo menos dois anos, quem não se identificar com RG, CPF e endereço antes de se comunicar com qualquer outro ser vivo pela internet.

Agora sim a coisa vai para frente. O projeto é do senador Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB, que andava com a carreira meio caída depois que o associaram a Marcos Valério, o carequinha do mensalão, por uma campanha pouco ortodoxa no passado. Aprovado o projeto, a web decola com segurança e o senador restaura a honra abalada. É ou não é?

Mina

This picture is hosted by ImageShackAlguém aí viu Reno 911! na última segunda (30 de outubro)? O Tenente Dangle faz um absurdo sorteio entre os policiais, estabelecendo pontos pra quem pegasse alguns tipos exóticos. Quem fizesse mais pontos até o fim do dia ganharia dois ingressos para assistir à execução de um preso! Entre os critérios estava "5 points for the best looking prostitute".

Eis que uma policial "prende" uma prostituta realmente fantástica e a mulher começa a reclamar... em português! Fomos procurar quem é a cidadã e ela estava mesmo creditada como "Best Looking Prostitute", interpretada por uma certa Mina Olivera (sem o I).

This picture is hosted by ImageShackUm pouco mais de fuçação depois, descobrimos que seu nome real é Milena Nercessian. Ela é filha do Xavier de Oliveira e sobrinha do velho Stepan Nercessian (curiosidade inútil que acabei de descobrir: Stepan e Milena são nomes eslavos bastante comuns).

Nascida no Rio em 1980, a moça logo mudou de país por conta do trabalho da mãe, que tem um cargo importante nas Nações Unidas. Passou um tempo no Brasil, mais um pouco na Suíça e em El Salvador, rodou o mundo e é fluente não só em português e inglês, mas também em espanhol e francês. Maravilhosa e inteligente, tá bom? Só que morando na Califórnia e estudando na UCLA, ela conheceu seu marido (todo mundo: "aaaaaah..."), um americano com um olho muito bom para negócios (e outro para mulheres, claro). This picture is hosted by ImageShackOs dois e mais as famílias de ambos fundaram uma empresa online que comercializa artes e produtos típicos (cerâmica, tapeçaria, instrumentos musicais, etc) de diversos países - aquele mesmo tipo de coisa que você sempre acha que é muito difícil de encontrar no exterior. Consta que a empresa (Novica.com), já com mais de 8 anos de vida, vai de vento em popa.

A ponta em Reno não é o primeiro papel de Mina/Milena em séries. É importante lembrar que a primeira temporada, atualmente sendo transmitida no Brasil, é de 2004, e já deu tempo de ela fazer outros papéis que até já foram exibidos por aqui. Aliás, a "Best Looking Prostitute" ainda vai aparecer em episódios futuros de Reno, então fique de olho. Pra quem teve coragem de assistir à nova versão de A Feiticeira (com Nicole Kidman e Will Ferrell) no cinema, ela também aparece bem rapidinho por lá. E foi uma das mulheres maravilhosas que apareceram na curta temporada única de Freddie. No episódio, ela se chamava Vanessa.

Enquanto Mina não volta às telas, vai uma minigaleria?


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O caos e Watchmen em teoria

This picture is hosted by ImageShackAlgo está errado no nome do livro Watchmen e a Teoria do Caos, do professor mineiro Gian Danton, atualmente radicado no Amapá.

Claro que dá pra perceber logo que o texto era originariamente acadêmico, apresentado como trabalho de conclusão de curso. Só que publicar o trabalho exatamente como ele foi gerado para apresentação a uma banca e ao mesmo tempo buscar como leitores do livro os fãs de quadrinhos mostra-se ridiculamente contraditório - quase ofensivo, até, porque o livro resulta muito ruim.

Em sua ficha no fim da edição, Danton se diz um especialista em redação, comunicação e metodologia científica. Seu livro, por outro lado, traz erros grosseiros exatamente em redação, grafia, metodologia e especialmente de estrutura. Será que não passou por qualquer tipo de revisão, justo vindo de um revisor? A linguagem geralmente aborrecida do ambiente acadêmico traz dezenas de restrições que deveriam ter sido superadas para a publicação de um bom livro, um que não ficasse preso ao formalismo e ao mesmo tempo não descambasse para a superficialidade. Resumindo: um trabalho dessa natureza obrigatoriamente tem de ser reescrito se tiver pretensões de se tornar literatura que não seja técnica.

This picture is hosted by ImageShackO grande problema é que o texto, em sua sanha por obediência a critérios acadêmicos, virou uma bagunça fenomenal. A reescrita geral sugerida acima (e não apenas para este caso, claro) faria muito bem a Watchmen e a Teoria do Caos; criaria um livro valioso tanto no estudo de caso - um exemplo de uso intencional de uma teoria séria na ficção - como também deixaria extasiados os fãs de quadrinhos, por trazer uma análise mais detalhada, aprofundada e diferenciada de uma obra tão importante quanto Watchmen.

Além da linguagem, outra diferença importante que não foi considerada diz respeito ao tempo hábil para a criação. A apresentação de um trabalho acadêmico tem prazo diferente daquele para a publicação de um livro, isso é claro. Quando um autor com tal currículo tem a liberdade (leia-se "mais tempo e flexibilidade") de revisar não apenas sua linguagem, mas também o conteúdo abordado no texto, seria aconselhável que sempre o fizesse pelo bem de sua assinatura na capa. This picture is hosted by ImageShackHá ainda uma questão de amadurecimento que costuma ser pertinente quanto à "obrigação" da entrega de um trabalho e a publicação voluntária de uma obra baseada naquele trabalho algum tempo depois. Nada disso ocorreu aqui.

É bastante óbvio para qualquer leitor mais educado que Watchmen tem mesmo intrincada fundamentação filosófica, social e até mesmo matemática, ao mesmo tempo em que se apresenta como leitura extremamente fluida e fértil para praticamente qualquer pessoa. É Literatura com maiúscula e negrito, sim. Sua adequação universal superficial erigida sobre conceitos de alta erudição e pertinência em diversas áreas constituem a beleza desse texto. Alan Moore foi o gênio capaz de organizar construção tão delicada e bem-planejada.

A presente análise da obra, entretanto, abriu mão justamente do bom planejamento esbanjado por Moore. Apanhando partes do livro que funcionam, eliminando uma quantidade infindável de informações inúteis, acrescentando o que certamente faltou e enxugando o excesso acadêmico, seria possível amarrar um senhor conteúdo, muito mais do que um livrinho de bolso ou a mera publicação de um "trabalho de escola". Vejamos alguns exemplos dessas possíveis mudanças.

O trecho que fala da biografia (relacionada a quadrinhos) de Alan Moore poderia ser facilmente incorporado no decorrer do livro, quando cada colocação se fizesse necessária. Esse começo do livro, que não é relacionado a Watchmen, é praticamente dispensável por inteiro, ainda mais quando o autor resolve se deter em outros trabalhos do autor, como V for Vendetta. A parte inicial está tão longe de qualquer eventual desdobramento adiante que não faz sentido manter as duas coisas separadas - e nem sempre há pertinência para o restante do texto!

A ausência de entretítulos que separem claramente cada seção ou cada assunto abordado é um dos maiores problemas de organização. Mesmo romances de cunho totalmente artístico-literário trazem trechos separados, para possibilitar ao leitor a pausa, a demarcação do que termina e do que começa em seguida, amarrado ou não ao que veio antes.This picture is hosted by ImageShack Sem essa respirada necessária, e ainda mais considerando que o autor simplesmente não soube amarrar muitos dos assuntos, somos obrigados a saltar de uma coisa à outra sem qualquer pista de que o anterior se encerrou ou de que ali existe um "parênteses".

Além dos problemas de organização, há outros ainda mais graves. Um deles é o excesso técnico no tratamento da teoria do caos. Não há muita apresentação nem qualquer aprofundamento; simplesmente jogam-se alguns termos técnicos do nada e inicia-se uma abordagem que, sinceramente, termina parecendo aleatória e sem sentido. Naquele momento, o livro seria obrigado a se comportar como um leve veículo de divulgação científica, afinal, é necessário contextualizar o leitor naquele assunto técnico. O papel da divulgação científica é, em grande parte, o de traduzir em "língua de gente" o cientifiquês e mostrar para a "gente da língua" as aplicações práticas, as fundamentações ou a futurologia resultantes de uma descoberta, de uma pesquisa, etc. Em entrevista, o autor diz que sua grande intenção profissional sempre foi analisar e pesquisar quadrinhos de maneira séria. Sem dúvida alguma, é uma das intenções mais louváveis dentro do universo da cultura pop, comumente tratada com descaso, como assunto desimportante - a própria série Watchmen prova esse engano. Entretanto, tal propósito dificilmente é alcançado no livro, apenas em um ou outra passagem interessante. Transforma-se em um "mérito teórico". Correlacionar um assunto pop a um enfoque sisudo necessariamente exigiria apresentação do tal assunto "difícil" com linguagem acessível. Mas, quando muito, o livro detém-se em exemplos alheios já surrados, sem voz própria.

O conteúdo também traz problemas sérios. Em certo momento, o autor até deixa claro que tentará abordar os elementos definidores do caos um a um e buscar exemplos e aplicações na obra original. Muito bem, sem muita definição, isso de fato acontece. Então, ele se detém, por exemplo, na simetria dos desenhos e dos quadros na narrativa gráfica de Watchmen (com méritos para algumas observações). Agora, esqueça o livro por um instante. Quem quer que tenha lido a série pensa de imediato na referência mais óbvia de todas: a máscara de Rorschach, que você vê abaixo. Pois o autor nem a menciona, nem fala do teste de mesmo nome pelo qual o personagem é obrigado a passar! Não aborda também a clara bipolaridade - também uma simetria de opostos - que existe entre Rorschach e o Dr. Manhattan, que, sozinho, é mencionado a todo momento como se fosse o único personagem-chave da história. Manhattan causa fascínio, sim, mas por isso mesmo deve ser visto com distanciamento, como bem mandam os rigores científicos. Diabos, eu nem mesmo lembro se o nome de Rorschach aparece em algum momento do livro! Como é possível??

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Da forma como está, caro leitor de quadrinhos e, mais ainda, caro apreciador de Watchmen, essa pequena análise pretendida por Danton se mostra superficial, paupérrima e falha em diversos sentidos. Não vale a pena como obra afim; talvez valha apenas como uma certa "iniciação" às complexidades da teoria do caos, se o leitor chegar avisado a essa função do livro. Caso contrário, só vai lamentar a compra do livrinho e o fato de o título de algo tão fascinante quanto Watchmen estar ligado a ele.

sábado, novembro 04, 2006

Lostícias 10

Na semana passada, "Every Man For Himself" voltou o foco ao grupo de capturados, mas já com interseções narrativas com o pessoal acampado. O episódio foi especialmente centrado nas conseqüências das recentes atividades de Sun e no "long con" de Sawyer, a quem cabem os flashbacks.

Abaixo, siga o mesmo esquema usual: manchona preta pra cobrir com o mouse entre duas imagens centralizadas. Lá no final da coluna vai algo parecido a respeito do episódio desta semana.

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- "Every man for himself" significa "cada um por si". Sawyer diz isso duas ou três vezes em sua jaula e, em seu flashback, não chega a dizer, mas é exatamente o que ele faz. O cara finge cumplicidade com outro pra poder salvar o próprio, ahn, traseiro. É como diz o diretor: o cara é tão bandido que conseguiu mentir e roubar o suficiente para sair da cadeia.

- A ameaça de Ben a Sawyer foi um tanto enfática, não? Quando o baixinho se mostra mais esperto que o "artista", desarma a estratégia do cara e ainda dá nele uma surra, ainda completa com "Você é bom, Sawyer, mas nós somos muito melhores". Com isso, aumenta o mistério em torno dos Outros - e só aumenta; deve ser por isso que a audiência americana vem caindo.

- O desenho a que Jack assiste em sua cela é do Patolino (Daffy Duck) e se chama The Blue Danube. Existe portanto uma relação com cisnes (swans) e, nesse desenho em particular, há o rapto dos filhotes por um abutre que é morto pelo Patolino no fim (pô, contei o fim...). Uma coisa interessante e meio louca que alguém de fora levantou é que esse desenho é a segunda parte de um programa de meia-hora. Na primeira, que é um desenho à parte, Pernalonga finge que foi baleado e morto pelo Hortelino (Elmer Fudd) para sacanear o caçador. Ben não forjou a morte do "coelhinho 8" para sacanear Sawyer? Tem cara de viagem, mas é coincidência demais...

- Mas há algo com o coelho que não é coincidência. Lá na primeira temporada, foi noticiado que Sawyer lia na praia o livro Watership Down. Quando perguntado a respeito, Sawyer faz piada com um "É sobre coelhos..." Não apenas o livro é mesmo "sobre coelhos" na aparência, como traz uma grande alegoria da condição humana e sua relação com a liberdade. No meio da história, os coelhos em sua nova comunidade se vêem sem fêmeas para a reprodução e planejam raptá-las de outras comunidades. Percebe a semelhança? E ainda há o fato de que...

- ... Juliet é especialista em fertilidade (humana, aparentemente). Claire foi seqüestrada pelos Outros na segunda temporada enquanto estava grávida, e Ethan fez com ela estudos de natureza ainda obscura. Ninguém faz idéia de quem são os Outros ou do que eles querem, mas Juliet tem de ter relação com esse rapto justamente da sobrevivente grávida. E quanto a todas aquelas crianças raptadas? Ben ainda deixa claro que "we're not killers" com ênfase em "killers", meio como se quisesse dizer o oposto: "nós damos vida". Sinal de loucura, como o "salvamento do mundo" da Hanso e de Inman?

- Toda a história da droga associada ao marcapasso tem mais uma vez a ver com condicionamento puro e simples. E, se Ben sabia que Kate podia escapar e não o fez por Sawyer, também essa foi uma experiência com condicionamento. Tudo muito cruel, claro.

- Alguém sabe se aquela camisa que Paulo usa é de algum time? A descrição não traz nada e ela não tem número nas costas. Poderia ser pista de alguma coisa, como uma nacionalidade.

- Mais uma espécie de alarme falso para os manés entusiastas de algum "casinho de amor" no meio da saudável bagunça que é Lost. Pelo menos dessa vez a coisa foi mais sincera: Kate diz que ama Sawyer só para que ele não seja mais espancado, mas depois ela age de acordo. Tinha a opção de tentar voltar ao acampamento ou de tentar soltar Sawyer, mas, diante dos pedidos para desistir, ela simplesmente escolhe voltar para sua cela. Se isso não diz muito, não sei o que mais diria... E ainda diz um "live together, die alone" pra acompanhar...

- Sei lá se a grande revelação que estava prevista para Sawyer, segundo falaram antes, era a existência da própria segunda ilha em que eles estão esse tempo todo. A tal grande revelação iria "mudar o rumo da série", segundo noticiaram, mas essa não me pareceu algo que vá mudar tudo, ainda que seja bem interessante. A não ser, claro, se o caso da segunda ilha ainda tiver desdobramentos, como a descoberta da "civilização dos Outros" pelos sobreviventes, um levante, um contato com o mundo... Mas aí seria outra história, outro capítulo, outras revelações.

- Jack percebe a briga por poder entre Juliet e Ben. Fica claro que Juliet pensa em "trabalhar com", mas as ordens de Ben sempre sugerem "trabalhar para". Há um racha entre os Outros, e essa divisão não tem relação com os sobreviventes - nem de causa e nem de efeito, até agora. Ela já existia e pode vir a ser determinante.

- Desmond vai complicar a vida de Charlie e Claire? Bom, acredito que ele só foi lá por causa do pressentimento do raio. E esse é mais um indício das premonições de poucos minutos do cara: começa a chover do nada e o raio cai exatamente no lugar em que ele resolveu redescobrir a eletricidade. É bastante curioso que David Hume, o filósofo, tenha trabalhado tanto com as questões do determinismo (tudo o que acontece já estava "escrito" que aconteceria) e do indutivismo (inferir que algo vá acontecer só porque "vem acontecendo"), enquanto o personagem Desmond David Hume começa justamente a adivinhar as coisas antes que elas ocorram.

- Adaptando a informação de um site estrangeiro: há mais uma forte evidência de que Locke também possa ver o futuro. Durante sua alucinação mostrada em Further Instructions, ele ouviu Sawyer no aeroporto dizendo a Kate a frase "Wipe the stars out of your eyes, sweetheart" ("enxugue as estrelas de seus olhos, querida"). Neste episódio de agora, Sawyer disse a Kate exatamente a mesma coisa enquanto explicava a ela sua artimanha com a eletricidade.

- Of Mice and Men: o livro de John Steinbeck, com o nome Ratos e Homens em português, fala do isolamento humano e das pessoas lutando por suas liberdades individuais (de novo, uma relação com "cada um por si"). Um dos personagens principais sonha com coelhos. Há uma relação clara do livro também com a recorrente frase de Kate, "live together, die alone". E o que mais são os capturados (ou todos os sobreviventes?), senão ratinhos de laboratório à disposição dos Outros?

- Há um bocado de quatros e oitos nos flashbacks de Sawyer (e mais o coelho), e o 23 é mencionado no número da conta de banco. A taxa de tolerância do reloginho de Sawyer é justamente 15. Mas estão causando mais curiosidade as ocorrências freqüentes do número dois. Só nesse episódio, ele aparece com destaque umas três vezes.

- Sawyer tem uma filha com a mulher que ele enganou em seu "long con". Mais uma relação problemática de pais e filhos. O nome do bebê é Clementine. Tudo isso abaixo que eu pesquisei relacionado ao nome é provavelmente viagem errada, mas veja só: Tom Sawyer e Huckleberry Finn são os dois grandes amigos dos livros de Mark Twain; o Dom Pixote em inglês se chama Huckleberry Hound, e tanto ele quanto James 'Sawyer' Ford foram nomeados como homenagem a esses personagens; a música preferida de Huckleberry Hound é Oh My Darling, Clementine; e o refrão da música diz "You are lost for me forever / Dreadful sorry, Clementine"; Sawyer, então, tem uma filha que remete a Huck e ainda fala em "lost forever". Viagem erradíssima, mas dá vontade de que seja verdade, fala sério...

- Alguém tem um tumor na medula, e é um homem. Depois que levaram Colleen baleada à estação dos Outros, daria tempo de "preparar" aquilo, já que Jack foi chamado a intervir bem depois - Juliet até mesmo extraiu a bala antes de ele aparecer. Será que as radiografias foram deixadas lá de propósito para que Jack as visse e concluísse alguma coisa? Será que alguém realmente tem um tumor na medula ou é só mais um jeito de manipular o médico?

- Mais uma dualidade entre branco (Sawyer, o crime, a prisão, a enganação) versus negro (o diretor, a lei, a liberdade, o cumprimento da palavra).

- É curioso que Sawyer, na sua eterna busca por apelidos engraçados, chame Munson (o prisioneiro enganado) de "Costanza" como clara referência a George Costanza, de Seinfeld. O prisioneiro e o clássico personagem se parecem mesmo. Logo depois, ao falar com Ben, Sawyer o chama de George, mas dessa vez por causa do livro de Steinbeck (veja acima), sem nenhuma relação.

- Sawyer exigiu que sua recompensa fosse depositada num banco em Albuquerque. Pois essa cidade fica no estado americano do Novo México. O banco que Kate assaltou num episódio há mais tempo (em que ela até se finge de vítima) era no Novo México. Fill in the blanks...


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***

Como você já deve saber, as legendas do LostBrasil foram forçadas a sumir do site e o webmaster de lá foi até ameaçado de processo.

This picture is hosted by ImageShackÀ primeira vista, parece um total absurdo essa punição, mas a questão realmente é complicada porque não existe jurisprudência (decisões em casos semelhantes) suficiente no Brasil para se fazer uma interpretação única (e então prevalece a do mais podero$o). A própria legislação não atende ao ramo dos downloads como deveria. Como praticamente tudo neste país, precisa de reforma pra anteontem.

O negócio é que ninguém está tendo lucro financeiro com as traduções do texto, e a distribuição é feita de modo tão abnegado quanto possível - grátis e aberta a todos. A marca "Lost" é obviamente alheia, e ninguém no site faz questão de tomá-la para si. Só que o texto original de cada episódio, assim como um livro ou um post autoral na internet, cria direito de autor e fica vinculado a quem o escreveu. Qualquer tradução tem de ser autorizada e acarreta transferência de direitos por um trâmite formal, como inclusive acontece para as legendas e dublagens na TV.

E aí vem a internet e muda um bocado o conceito de publicidade (qualquer que decidam tomar). A capacidade de tornar públicas determinadas peças não está mais restrita a um grupinho de emissores - que, claro, estão atualmente se sentindo ameaçados e acuados, apelando no desespero para todas as armas descabidas de que dispõem.

No fim das contas, em termos de ataque direto, a ameaça de processo é um disparate, uma assembléia da ONU por causa de um bueiro aberto, ou comprar uma Ferrari para ir à padaria de madrugada. Então o que sobra é o ataque indireto: essa manobra, teoricamente, faria com que o pessoal parasse de baixar os capítulos. E esse teoricamente é tão teórico que não dá pra acreditar que meia-dúzia de pessoas serão seriamente afetadas.

This picture is hosted by ImageShackAs legendas continuam e continuarão a ser produzidas (não por mim, com certeza) e trocadas via instant messengers e outras redes, sem precisar do site. Todo mundo que tem um amigo fã da série vai conversar com o próximo e o outro, e assim a coisa alastra fácil. Arquivos de legenda têm o quê? Uns 50kb?? Sendo assim, o webmaster, que não comercializa nada dessa produção, estaria sofrendo ameaça de processo à tôa e, no fim, nada poderia ser provado contra ele, nem mesmo má fé. É só mais uma demonstração vulgar de poder de quem ainda acha que pode.

Se estão em busca de solução, que renegociem os contratos de exibição na TV e comecem a pensar no público que baixa as séries. Procurem agradar seus consumidores, que, afinal, são a única razão da existência dos canais de televisão! Em vez de o AXN transmitir os episódios com seis meses de atraso, por exemplo, que passe a trazê-los com só uma semana de diferença, como acontece com o Letterman no Brasil ou com outras séries em outros lugares do mundo, exatamente como estratégia para diminuir a pirataria - e as notícias são de que isso tem funcionado! É puramente uma questão de bom senso contratual.

Mas, como nós já vimos nas contas para a exibição de Lost no Brasil (em outra Lostícias aí pra trás) e em tantas dezenas de lambanças de Warner, FX ou Sony, o que não falta aos canais a cabo brasileiros é má vontade e incompetência. Em vez de tomar uma Aspirina, cortam a cabeça, põem fogo e mandam a foto pro jornal...

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Na semana passada, alguns sites próximos aos produtores de Lost disseram que o jogo Lost Experience, que transcorreu na internet de maio a setembro deste ano, pode ganhar um "falso documentário" com informações adicionais.

This picture is hosted by ImageShackPresume-se que o documentário, ambientado no "mundo paralelo" de Lost Experience (ou seja, não seria making of, vídeo de bastidores nem nada assim), traria as andanças de Rachel Blake (Jamie Silberhartz) provavelmente filmadas por ela mesma, e ainda material de arquivo que a hacker (ou um canal de TV fictício, quem sabe) adicionou a respeito das atividades da Fundação Hanso. De qualquer forma, é provável que trechos do jogo que não ficaram claros venham a ser conhecidos com mais detalhes, e atividades desconhecidas da Fundação podem vir alimentar novas teorias.

Esse filminho entraria como extra na caixa de DVDs da terceira temporada, a ser lançada no meio de 2007. Se isso soa meio tarde para incluir informações adicionais, há uma possibilidade ainda melhor: o documentário pode ser lançado literalmente qualquer dia desses, na caixa de HD-DVDs da primeira temporada. Não duvido de que vá ser lançada durante o hiato de três meses de Lost, para manter algum interesse na série.

Ah, um detalhe que faltou mencionar e que já é certo: vai mesmo acontecer uma seqüência de Lost Experience no ano que vem!

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Trechinho que interessa de uma entrevista do Rodrigo Santoro à Folha:

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As particularidades de Paulo obrigaram Santoro a repensar o método de trabalho. "Quando vi que não tinha onde pesquisar, decidi trabalhar com a não-construção. Faço o personagem existir a cada cena".

Como a temporada havaiana não deve se estender indefinidamente - o ator disse já saber quando deixará a série -, cada minuto livre é pretexto para diversão. "Levo uma prancha no carro. Se dá tempo, dou uma surfada antes do trabalho ou no intervalo. Também jogo bola com o Ian [Cusick, que interpreta Desmond]. Para mim, é como estar na Disneylândia."

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A data para o retorno da atual temporada na TV americana já foi marcada. Contrariando tudo o que vinha sendo dito até agora (meados de janeiro), a segunda parte da terceira temporada retorna no dia 7 de fevereiro de 2007, três meses depois da exibição do capítulo 6 (quarta-feira da semana que vem).

Logo de começo, os criadores e escritores de Lost se manifestaram contrários às constantes reprises que a ABC vinha promovendo. O público chiou, a audiência sempre tomava um baque e a história, claro, se tornava ainda mais confusa. Mas essa data definitiva foi escolhida com base em cronograma de filmagens. Parece que não daria pra cumprir a previsão anterior e empurraram um pouco.

Nos meus cálculos anteriores sobre quando o AXN poderia voltar a exibir Lost no Brasil, levei em consideração duas semanas de tolerância - exatamente o atraso que anunciaram agora. O cálculo, portanto, ainda é o mesmo: o AXN poderia voltar com a série no começo de janeiro ou até um pouco antes. Quando tivessem de transmitir o capítulo 7 (o do dia 7/2), os seis capítulos anteriores já teriam preenchido a cláusula do "intervalo de um mês".

Como o AXN mantém sua estréia em "data indefinida de fevereiro", possivelmente lá pelo meio do mês, a besteira do canal se mantém.

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Bom, não vou vir com aquele papo de "o melhor da temporada", mas "The Cost of Living", episódio da última quarta, foi o que mais gostei de assistir dentre os dessa leva recente, apesar do que acontece nele. Os flashbacks ficam a cargo de Mr. Eko. Ficamos sabendo como ele se estabeleceu como padre, depois da partida de seus amigos criminosos, seu irmão e as santas-do-pau-oco.

Abaixo, os comentários no mesmo esquema habitual:

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- Não fica definitivamente comprovado, já que nunca vemos a transformação, mas tudo indica que o monstro de fumaça pode mesmo ler as mentes dos sobreviventes, ou algo assim, e se materializar como a culpa ou quem sabe apenas a "grande perturbação" de cada um. Seria uma espécie de redentor. Não dá pra afirmar, mas, seguindo o mesmo raciocínio, foi ele quem encarnou o amigo imaginário de Hurley, o pai de Jack e aquele cavalo preto que Kate e Sawyer conseguiam ver ao mesmo tempo (o que prova que não foi alucinação). Tanto o corpo de Yemi quanto o do pai de Jack sumiram, certo? O monstro pode ter pegado ambos como "matrizes" para a sua materialização. Enquanto isso... onde diabos está Vincent?

- Caso o leitor fique revoltado com a afirmação acima - de que não necessariamente o monstro e a figura de Yemi fossem o mesmo (embora realmente pareça que sim) - aí vai algo a se pensar. Há mais de uma razão pela qual Yemi poderia dizer a Eko que não era seu irmão. A primeira é que Eko pode ter imaginado a conversa, como bem seria razoável supôr. A segunda é que Yemi poderia vir guardando esse segredo verdadeiro - eles não eram irmãos. Outra, que Yemi não considerava aquela pessoa tão má e nunca arrependida como seu irmão, mesmo que fossem sangue do mesmo sangue. E, por fim... bom, considerando a série, ele não era Yemi porque poderia ser basicamente qualquer coisa... Enquanto a gente não vê de verdade a transformação da fumaça em algo ou alguém, fica difícil afirmar. Mas a tenda de Eko pegar fogo logo no começo é um bom indício de que aquele Yemi era real de alguma forma!

- Se alguém souber o significado do ritual e das roupas no enterro de Colleen, escreve aí. Só dá pra dizer mesmo que têm a ver com hinduísmo, e aí temos mais uma relação forte dessa corrente filosófico-religiosa com diversos conceitos da série. A música que toca durante a cerimônia, entretanto, não tem nada de religioso: I Wonder, cantada por Brenda Lee.

- Pra quem vê mais de uma série (heh), saiba que a freira nos flashbacks de Eko é a guarda florestal de Invasion. Mas o menino Daniel (um anjo?) não é o filho black-power de "MYY-NAAME-IS-ÊRLE".

This picture is hosted by ImageShack- Temos o surgimento de um dos personagens mais misteriosos da série até agora e, ao mesmo tempo, o clichê mais batido: o homem do tapa-olho. Por que tudo quanto é mistério tem de envolver um homem com um tapa-olho em algum momento? Você já viu alguém usando isso mesmo, e que fosse em definitivo?

- Após a morte de Eko, o único "tailie" (o grupo que estava na parte de trás do avião) em meio aos sobreviventes é Bernard, que anda bem sumido. Aliás, nem é um "autêntico tailie", estava só usando o banheiro lá no fundão. Será que dá pra desconfiar justo do Bernard?

- To Kill a Mockingbird: trata-se do filme definitivo de Gregory Peck, em que ele encarna um dos maiores heróis da história do cinema americano, o advogado Atticus Finch. No Brasil, livro e filme se chamaram O Sol É Para Todos. A escritora original é Harper Lee, a companheira de viagem de Truman Capote. O título original quer dizer algo mais próximo a "como matar um sabiá", e aí há uma grande sacada: o mockingbird é uma espécie particular de sabiá que é "poliglota"! O sujeitinho é capaz de soar como muitos outros pássaros e se passar por eles, ou seja, o filme a que Jack deveria estar assistindo tem no título um bicho que sabe se passar por outro e enganar todo mundo. Seria uma referência a Ben ou à própria Juliet? O filme faz um monte de considerações a respeito de bem, mal e a alma humana. Não só se aplica perfeitamente ao questionamento feito a Eko como serve para tanta discussão em termos de Lost que é melhor nem entrar nisso...

- Uma bela frase de efeito de Locke, que deve ter repercussões maiores para a série: "Não confunda coincidência com destino traçado". Ele diz isso a Desmond quando o escocês percebe a estranha coincidência das buscas de Eko (pelo irmão) e de Locke (pela estação Pearl). Locke, portanto, deixa claro mais uma vez que acredita que é o destino de todos eles estarem ali. O incidente púrpura e a implosão da estação Swan abalaram a fé do caçador, mas parece que, depois da alucinada na sauna, deu tempo de ele se encontrar outra vez.

- Esse encadeamento, aliás, deixou uma impressão bastante forte: tudo o que aconteceu até agora levou à convergência das duas buscas, e, assim como Boone, Eko foi mais um sacrifício exigido pela ilha. Ele expiou com a vida sua culpa pela morte do irmão, permitindo assim que Locke e os seus companheiros tivessem a revelação de que a estação Pearl seria decisiva no resgate de Jack, Sawyer e Kate. Os sobreviventes precisavam dessa pista, e o preço foi a vida de Eko, o único bem de que o africano dispunha e que era compatível com o tamanho de sua culpa. Foi quase um suicídio, na verdade, ainda mais considerando sua última conversa com o irmão (em que ele admite a tal culpa, mas não o sentimento dela) e as últimas palavras a Locke (algo como "a fila do confessionário acaba de andar"). Mas Eko não tinha como saber que estava pagando esse preço para que seus amigos tivessem a revelação. Tudo muito bem costurado.

This picture is hosted by ImageShack- Nikki e Paulo começam a mostrar serviço exatamente para o que vieram fazer: servir de braço extra e novos focos de interesse, pelo menos até que seja conveniente. Kiele Sanchez está realmente destruidora em termos de beleza, mais ainda que em Related. Pagando um pouco de língua aqui e voltando atrás numa opiniãozinha besta, não dá pra negar que Juliet está destruindo com tanta força que conseguiu chamar muito a atenção - e claro que digo fisicamente. Ficam pau a pau. Só é pena que Santoro vá fazer o papel do "alívio cômico", o tipo do engraçadinho chato, e não gente boa feito Hurley.

- As radiografias não foram deixadas na parede de propósito, no capítulo anterior. Ou foi acidente ou é uma jogada de Juliet, como fica claro pela conversa exclusiva entre ela e Ben na praia. Se fosse algo planejado, teriam feito Jack ouvir (e ficar encucado) ou simplesmente não teriam conversado daquela forma. Não haveria razão.

- O jogo de "ignore o que eu falo e leia os cartazes" foi fantástico. Aquilo, sim, bagunçou não apenas a cabeça de Jack, mas também a do espectador. Não se sabe mais o que pensar a respeito da rivalidade interna dos Outros. Ao mesmo tempo em que parece que Ben está ali como uma "continuação" do Dharma, possivelmente sob ordens antigas de Mittelwerk ou outro manda-chuva corrupto da Hanso, como é que Juliet poderia ter gravado tudo sem o conhecimento de seu paranóico "líder"? Mas também é bom lembrar que Ben está na ilha "desde sempre", segundo ele próprio. Sua obsessão pelo antigo regime pode ser a razão da discórdia entre ele e Juliet, que teria sido introduzida na ilha posteriormente. Muito, muito difícil isso tudo...

- Só pra complicar: alguém reparou que a roupa dela no vídeo é a mesma que ela usava lá no primeiro episódio e não tinha nada a ver com a roupa que ela usa na frente de Jack ali, na hora?

- Aliás, por que Ben diria a Jack, na cara, que os Outros tinham um plano para fazê-lo ceder? Isso faz parte de uma jogada (não é difícil supôr que Jack já teria pensado que esse plano existia mesmo, claro) ou foi uma grande bobeada de Ben, que estaria então contradizendo muito do que já disse? O fato é que, mais uma vez, o médico é chamado à fé. E justo por quem... Enquanto isso, Locke realimenta suas crenças e Eko morre por sua razão, sem nunca negar a fé.

- Uma coisa dita por Ben eu tinha apontado antes (sem querer exclusividade, claro): a semelhança de Juliet com a ex-mulher de Jack não é apenas óbvia, é intencional.

- Pra ficar claro: em entrevistas, tanto Carlton Cuse e Damon Lindelof (criadores de Lost) quanto o próprio Adewale Akinnuoye-Agbaje (o Mr. Eko) deixaram claro que a trajetória e a morte do personagem já vinham escritas há tempos. Há sempre tramas em desenvolvimento, mas há outras cujo final já se sabe desde que eles começam a redigir. Não há, portanto, qualquer relação com os problemas recentes de Adewale com multas de trânsito, a não ser a grande coincidência de que Ana-Lucia e Libby também morreram logo depois de tomarem suas multas no Havaí. Segundo os produtores, a maior prova disso é que o caso de Adewale foi logo em seguida considerado em engano dos policiais (não havia ilegalidade), todas as queixas foram retiradas e a imprensa chegou antes e fez um escarcéu. Mas... também consta que Adewale era um dos atores mais difíceis em cena, um pouco temperamental demais. Seu contrato sempre foi temporário a pedido do próprio ator e, se dependesse dele, Eko já até teria morrido há mais tempo.

- Quando Eko vai ao encontro final do "Yemi que não é Yemi", só me veio uma coisa à cabeça: aquele cenário seria uma representação exata do que eu imagino que seja o Salmo 23 - não, eu não sou religioso nem nada, só imaginava isso por alguma razão. E então, logo antes de sua morte, Eko recita esse mesmo texto e é brutalmente espancado pela fumaça negra.

- Pelamordedeus... "You're next"?? Singular, plural e os próximos a quê? Fechamento clichê matador!


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quinta-feira, novembro 02, 2006

Little Miss Sunshine

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Uma história absurdamente simples: família atravessa os EUA numa Kombi arrebentada para que sua filhinha participe de um concurso de beleza mirim. Mas Little Miss Sunshine não é um filme de história, e sim de personagens. O que interessa nele é observar a própria família de loucos, junto a outros loucos que eles encontram pelo caminho e até seu absurdo meio de transporte, que vai se desenrolando naquela hora e meia como um personagem por si só.

O filme vem sendo elogiado com certa empolgação como "o grande representante da qualidade cinematográfica indie" ou títulos parecidos, e é realmente uma pérola tanto em meio à pretensão independente quanto frente aos blockbusters descerebrados. Mas calma lá. Little Miss Sunshine é mesmo maravilhoso e enche os olhos e a cabeça como um grande filme deve fazer, mas sem necessariamente ser tão "genial" como um salvador supostamente seria aos olhos do público modernoso. Há de se diferenciar essas genialidades. Afinal, o maior mérito do filme está justamente em ser enorme mostrando pouco: a vida ordinária com o drama e a graça que lhe são peculiares. A falta do brilhantismo óbvio, que é o que mais se busca no veio independente, não apenas não é desmerecimento nenhum a esse filme como é o que faz sua grande qualidade.

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Por meio de críticas pesadas, do retrato de gente comum com problemas palpáveis, de uma América mais real e de apenas uma linha simples a ser seguida (como é a vida da maioria), os realizadores conseguiram criar uma espécie de fábula moderna, um "drama de humor negro de situações" sem qualquer ligação com conceitos do (grande) Tim Burton ou com contos fantasiosos do gênero. Ao contrário, foi partindo de um mundo real e de pessoas mais verdadeiras que Michael Arndt (escritor), Jonathan Dayton e Valerie Faris (diretores) passaram a introduzir o elemento surreal (mais realista que qualquer fantasia), a metáfora sutil e ao mesmo tempo óbvia, os personagens marcantes e tridimensionais, a humanização do inumano, as mensagens que perpassam a narrativa e um sentimento final de triunfo de bom sobre mau, ainda que meio torcido - uma vez que vida real não é maniqueísta como a vida do cinema.

O espírito do filme é o de que ainda é possível contar uma história pequena e com poucos personagens que sejam verdadeiramente cativantes, sólidos, às vezes tão chatos como somos no dia-a-dia, mas gente que seja imprevisível e tenha manias. É o tal espírito "indie", contrário aos filmes mainstream atuais que apostam cada vez mais (como as séries de TV) em elencos grandes, eventos mirabolantes, histórias paralelas e efeitos especiais.This picture is hosted by ImageShack Little Miss Sunshine custou nada mais que 8 milhões de dólares e já faturou mais de 70 milhões no mundo todo. E não foi com nenhum elenco de desconhecidos e amadores...

Num filme centrado em personagens, naturalmente, as atuações é que deveriam pesar. Pois elas são nada menos que arrebatadoras, por parte de todos os atores em praticamente todos os momentos.

No começo, Steve Carell ainda conserva alguns trejeitos de seu histórico Michael Scott, da série The Office, como o olhar para o vazio e os meios-sorrisos sem graça. Mas aos poucos ele vai encarnando seu personagem da vez, com destaque para o fato de seu Tio Frank ser um homossexual que nunca apresenta trejeito "fácil" algum. Carell teve a extrema presença de "guardar" uma única afetação - que nem é necessariamente gay, estaria mais para esquisitice mesmo - This picture is hosted by ImageShackpara os momentos finais, quando todos estão correndo para chegar ao concurso. Durante todo o filme, nota-se a profunda melancolia do personagem na graça contida do ator, sem que ele precise forçar situações ou cair no ridículo.

Toni Colette é o monstro de costume. Do hilariante Muriel's Wedding passando por Velvet Goldmine e The Sixth Sense e chegando a About a Boy e The Hours, é difícil lembrar de um momento em que a atriz não tenha destruído tudo em seu caminho em busca de uma atuação perfeita. A mãe Sheryl Hoover beira a neurose pela busca incessante de uma vida mais politicamente correta sem saber direito o que é isso, e acaba superprotegendo sua filhinha em prol da sanidade de ambas.This picture is hosted by ImageShack Só que Sheryl, no fim das contas, já está tão alucinada quanto o resto da família simplesmente por um dia ter sido a mais lúcida e agora remar o tempo inteiro contra a maré.

E a filha... Bem, Abigail Breslin cativa desde o começo como uma menininha absolutamente comum, fechada em seu mundinho infantil e alheia (ou resistente por opção?) ao restante da família problemática. Sua atuação ganha ainda mais destaque quando percebemos que ela não é nenhuma estreante - já tem quase duas dezenas de aparições em cinema e TV - e ainda assim soube como "ser gente normal" em uma atuação aos 10 anos de idade!This picture is hosted by ImageShack O jeito de criança comum e sonhadora, os diálogos convincentes e tudo em sua aparência física desajeitada e barrigudinha condiz com Olive Hoover, sem afetação ou estrelismo.

Greg Kinnear, um dos maiores coadjuvantes (ou menores estrelas, como preferir) do cinema atual, continua corretíssimo como o pai Richard Hoover, tão obcecado pela clássica diferenciação americana entre "vencedores" e "perdedores" que não percebe o quão próximo ele mesmo está da derrota.This picture is hosted by ImageShack Seu pai, o hippie temporão pervertido e boca-suja Edwyn Hoover, interpretado pelo veterano Alan Arkin, não o deixa esquecer disso. Ao subverter tudo o que diz o filho e agir constantemente como um "alternativo fora de época", o velhão - viciado por escolha e um pouquinho mais que libertário - se assume como o único a abraçar voluntariamente o caos que todos ali representam.

Em meio a essas posturas está o adolescente Dwayne (Paul Dano, talvez em seu primeiro grande papel), que também arrasa pelas paixões que demonstra em sua performance.This picture is hosted by ImageShack Dwayne odeia todo mundo e tem especial desprezo por sua família problemática. Determinado a ser uma pessoa maior que aquilo que o cerca, resolve demonstrar sua rebeldia e sua busca pessoal com o silêncio, e desde pronto recusa qualquer possibilidade de se divertir naquela viagem compulsória. Mas Dwayne vai descobrir que não pode negar quem ele é, onde vive e quais são suas raízes.

O concurso de beleza infantil é indescritível, e qualquer coisa que se diga sobre ele seria um desrespeito ao leitor, por entregar sem necessidade a crítica e a graça histérica reunidos ali. Só assistindo mesmo para se compreender o todo. Para os fãs de 24 Horas, Mary Lynn Rajskub (a Chloe) tem uma ponta importante nessa parte.

Resta ainda a Kombi amarela, a metáfora sempre presente que parece dizer "não funciona, mas funciona assim mesmo". Os Hoover são tudo de errado, mas continuam existindo por aí, como uma família que tenta ser feliz apesar de tudo.


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terça-feira, outubro 31, 2006

Quem ganharia numa luta entre...?

This picture is hosted by ImageShackComo é que só hoje eu fiquei sabendo de um concurso importante desses, pôxa??

A imagem ao lado é clicável e o texto abaixo veio diretamente de uma matéria da Folha de 10 dias atrás...

***

Caubói bate Papai Noel entre os 101 personagens mais influentes dos EUA

Parece que Papai Noel não já está com essa bola toda. O bom velhinho perdeu para o caubói do Marlboro num ranking dos personagens fictícios que "mandam" na sociedade atual. A lista está no livro The 101 Most Influential People Who Never Lived ("as 101 pessoas mais influentes que nunca viveram), lançado recentemente nos Estados Unidos.

O
"macho man" criado nos anos 50 para alavancar a venda de cigarros bateu Big Brother, criado por George Orwell no livro 1984, o Rei Arthur, Hamlet, Frankenstein e Sherlock Holmes, entre outros personagens.

Apesar de um humilde quarto lugar, Papai Noel tem sua importância reconhecida no livro.
"Papai Noel comanda toda a nossa economia no último trimestre do ano. Sem ele, muitos negócios quebrariam", diz Allan Lazar, um dos autores do livro.

Outros ícones infantis também estão representados no ranking. Mickey Mouse aparece em 18º lugar, o urso Smokey, em 21º, a Cinderela, em 26º, Alice (do País das Maravilhas), em 34º e Barbie, a boneca que vende milhões de unidades em todo o mundo, em 43º.

Confira a lista:

1 - Caubói do Marlboro
2 - Big Brother
3 - Rei Arthur
4 - Papai Noel
5 - Hamlet
6 - Frankenstein
7 - Siegfried (herói germânico)
8 - Sherlock Holmes
9 - Romeu e Julieta
10 - Dr. Jekyll e Mr. Hyde
11 - Tio Tom (Uncle Tom)
12 - Robin Hood
13 - Jim Crow (de
Dumbo)
14 - Édipo
15 - Lady Chatterly
16 - Ebenezer Scrooge (do
Conto de Natal de Dickens)
17 - Dom Quixote
18 - Mickey Mouse
19 - Caubói americano
20 - Príncipe encantado
21 - Urso Smokey
22 - Robinson Crusoé
23 - Apolo e Dionísio
24 - Ulisses
25 - Nora Helmer (de
A Casa das Bonecas)
26 - Cinderela
27 - Shylock (de
O Mercador de Veneza)
28 - Rosie the Riveter (mulher americana na 2ª Guerra)
29 - Midas
30 - Hester Prynne (de
A Letra Escarlate)
31 - Trenzinho da Alegria
32 - Archie Bunker (de
Tudo em Família)
33 - Drácula
34 - Alice (do País das Maravilhas)
35 - Cidadão Kane
36 - Fausto
37 - Fígaro
38 - Godzilla
39 - Mary Richards (personagem de Mary Tyler Moore)
40 - Don Juan
41 - Bambi
42 - Guilherme Tell
43 - Barbie
44 - Buffy, a Caça-Vampiros
45 - Vênus e Cupido
46 - Prometeu
47 - Pandora
48 - G.I. Joe
49 - Tarzan
50 - Capitão Kirk e Sr. Spock
51 - James Bond
52 - João e Maria
53 - Capitão Ahab (de
Moby Dick)
54 - Richard Blaine
55 - Patinho Feio
56 - Monstro do Lago Ness
57 - Atticus Finch (de
O Sol É para Todos)
58 - São Valentim
59 - Helena de Tróia
60 - Batman
61 - Tio Sam
62 - Nancy Drew
63 - J.R. Ewing
64 - Superman
65 - Tom Sawyer e Huckleberry Finn
66 - HAL 9000 (o computador de
2001 - Uma Odisséia no Espaço)
67 - Caco (dos Muppets)
68 - Sam Spade (de
O Falcão Maltês)
69 - O Flautista de Hamelin
70 - Peter Pan
71 - Hiawatha (indígena dos EUA)
72 - Otelo
73 - Carlitos (personagem de Chaplin)
74 - King Kong
75 - Norman Bates (de
Psicose)
76 - Hércules
77 - Dick Tracy
78 - Joe, o Camelo (dos cigarros Camel)
79 - The Cat in the Hat
80 - Ícaro
81 - Mammy (de
...E O Vento Levou)
82 - Simbá (dos 40 ladrões)
83 - Amos 'n' Andy
84 - Buck Rogers
85 - Luke Skywalker (de
Star Wars)
86 - Perry Mason
87 - Dr. Fantástico
88 - Pigmaleão
89 - Madame Butterfly
90 - O vampiro de Düsseldorf
91 - Dorothy (de
O Mágico de Oz)
92 - Judeu Errante
93 - Grande Gatsby
94 - Buck (de
The Call of the Wild)
95 - Willy Loman (de
Morte de um Caixeiro Viajante)
96 - Betty Boop
97 - Ivanhoé
98 - Elmer Gantry
99 - Lilith
100 - O americano anônimo (conhecido por "John Doe")
101 - Paul Bunyan (o mítico gigante lenhador)